quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Shopping online
Da minha leitura da revista Happy surge sempre alguma dica, peça, sítio, desconto interessante e desta resultaram alguns sítios de compras online bastante interessantes.
O artigo deste mês dedicado a essa secção chama-se "Shopping Addict" - Fomos à procura dos melhores sites de moda online".
Não posso alegar que os visitei a todos, não ando assim tão desocupada, mas dos que pesquisei, deixo aqui os que me atraíram pelos preços e variedade.
http://www.yoox.com - Para mim o melhor, pela variedade e principalmente, variedade de preços!
http://www.theoutnet.com - Também não está mau ;)
www.lastcall.com - Também bastante bom a nível de variedade!
Por último deixo o aviso a quem possa querer encomendar, no site da macy's não podem encomendar. Com isto das novas tecnologias tem lá uma opção para falar com uma assistente de apoio ao cliente por chat e a rapariguinha simpática disse-me que não enviam para fora dos EUA...creio que foi uma gaffe lá da revista...
PS: Os sitinhos têm muiiiiiiiiiiiitas bolsas fixolas! E se entretanto conhecerem alguns sítios fixolas, comentem...
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
O touro pelos cornos
Considero-me uma pessoa bastante positiva, energética, activa. Quem me conhece dirá que gosto de ir à luta, que não consigo ficar quieta, que sou muito bem-disposta.
Apesar de reconhecer o estado calamitoso do meu país, dos meus conterrâneos e do espírito que nos envolve, sempre considerei que, se eu fizesse a minha parte, o universo trataria do resto. Isto é, tenho em crer – ou tinha – que se eu trabalhasse o suficiente, se me esforçasse para demonstrar o que valho, se mostrasse que tenho vontade, o resto acabaria por acontecer, as oportunidades acabariam por surgir, por muito que não soubesse sequer quais as que desejo mesmo seguir. Ora, confesso agora que se trata de uma visão bastante inocente e básica do mundo. Começo sim a aperceber-me que se trata de um mundo muito injusto, ocasional e gerido por todos menos aqueles que o deveriam gerir! Neste mundo andamos uns a carregar e outros a ser carregados.
À medida que escrevo estas palavras apercebo-me da sua crueza e de como ficam feias no ecrã; mas recuso-me a embelezá-las porque já ando a matutar nelas há algum tempo. Sinto que já me apropriei delas, é a minha visão, a de burro de carga, e por isso não a mudo. Ao fazer parte de uma geração desnorteada a nível mundial sinto-me ainda mais perdida, sem eira nem beira num barco sempre a abanar. Embora saiba dos milhões de pessoas que partilham a minha precariedade no emprego, o meu desencanto com o mundo, o meu isolamento dos meus pares, tudo isso serve apenas para me fazer sentir ainda mais só. Não é que me sinta só no geral. Tenho apenas momentos em que me sinto isolada, por muito que corra para que isso não aconteça. Vou para aqui, vou acolá, marco isto e mais aquilo; faço contactos, pergunto como está tudo, mas parece sempre que a vida de cada qual se impõe e acaba por ser sempre difícil, quer tente, quer fique sentada no sofá a ver uma série. Com todos os acessos e facilidades temos sempre uma panóplia de actividades à nossa disposição, mas ao mesmo tempo estamos igualmente mais dispersos e não temos tanta consistência a nível de encontros. Curiosamente, acabamos por marcar as nossas rotinas através do nosso emprego, por muito que nos dias em que correm tanto se ouça falar da separação entre o pessoal e o profissional, da necessidade de criar tempo para o lazer. Ora, se o conjunto de amigos se dispersa nas horas de lazer, acabamos por nos juntar e proporcionam-se as actividades em conjunto com aqueles com quem comunicamos todos os dias. Isso parece-me muito estranho, não sei bem porquê. Lá está, muito inocentemente, sempre acreditei que as coisas se manteriam iguais, que os meus cafezinhos fossem tão fáceis como quando morávamos todos a cem metros e saíamos de casa com apenas as chaves no bolso porque lá se haveria de encontrar alguém na pastelaria. Mas tudo muda. E tudo muda do dia para a noite, sem que tenha tempo sequer de me despedir desses dias.
No decurso da minha leitura mensal da Courrier Internacional deparei-me com um artigo que subscrevo a todos com a minha idade. Tratava-se de um artigo sobre a tentativa de reconhecimento de um novo estádio de desenvolvimento da vida humana, que se aplica principalmente às culturas ocidentais. Os sociólogos perguntam-se por que é a passagem para a vida adulta se faz tão tarde agora e surge o estádio da “vintena”, ou a “idade adulta emergente”. Trata-se de dossiê sobre este tema cuja passagem que passo a citar é bastante esclarecedora daquilo que tento explicar “Na opinião de (Jeffrey Jensen) Arnett, os adultos emergentes têm um perfil psicológico especial: exploração de identidade, instabilidade, egocentrismo, sensação de estar entre dois mundos e uma característica assaz poética, a que dá o nome de ‘sentido dos possíveis’”. Descrevia palavra a palavra o sentimento que me assolou assim que acabei a minha defesa do relatório de estágio, apenas há dois anos atrás. Para começar, para mim parece que já foi há mais de cinco anos; sinto que já fiz tanto, e ao mesmo tempo não alcancei nada. Sei agora que naquele momento, os sonhos a que tanto ainda hoje me agarro simplesmente deixaram de ter significado. De repente, tornou-se tudo tão real, que a simplicidade do que mais almejava pareceu-me ridícula e infantil, pelo que agora quase que me recrimino quando os considero. Trata-se de uma confusão interna muito triste, muito pesada que ficou demasiado atordoante para uma pessoa que vê sempre o copo meio cheio. Até àquele momento tinha o meu percurso muito bem delineado, pensado até mesmo ao pormenor de alternativas para o caso de algum azar.
Mas a maior falácia do plano foi a sua duração, esqueci-me de planear para depois. Voltando agora ao que disse acima, pensava que as coisas iriam acontecer, que o meu valor seria reconhecido e que poderia aproveitar o tempo entre estar parada e a “oportunidade” para aproveitar a vida. Acontece que o universo não se revelou, a minha vida continuou a andar e a minha cabeça sempre a disparar. Descobri que não tenho jeito para “aproveitar” a vida e os seus “entretantos”. Quando tenho que simplesmente relaxar, o meu cérebro trabalha mais do que em modo de stress de final do ano e acaba por levar-me ao desespero. Embora tenha trabalho e até consiga atingir pequenas metas que estabeleço, o que me persegue é sempre este sentimento de que nunca poderei sentir-me realizada sem um emprego que me descreva, que me fascine, que me faça levantar todos os dias com um sorriso. Esta é a minha visão inocente.
E não consigo largá-la. Já tentei abafá-la, dar-lhe uma caixinha própria, cheia de autocolantes amarelos e luas e animais fofos. Já a escondi debaixo de férias, massagens e conversas, mas está sempre lá, quietinha, à espera de atacar assim que páro cinco minutos a contemplar o ar que não respirei.
Se me perguntarem se sou feliz direi que sim, orgulho-me de ter muitos momentos de felicidade no meu caderninho de eventos, e sei que terei ainda muitos mais à minha espera. Simplesmente sempre pensei que seria definida e valorizada pelo trabalho que fizesse. Sei bem que não sou só eu que penso isso, vejo essa noção na cara de todos os que me tratam com pena cada vez que me perguntam o que faço. Reconheço sempre os possíveis pensamentos: “pois, não escolheste muito bem o curso”, “pois, foste para línguas”, “deverias ter pensado mais à frente”, “é mesmo pena, davas-te tão bem na escola”, e um sem fim de outros tantos. Eu própria já cheguei a duvidar desta minha insistência, deste meu apego a algo que tão pouco me compensa. E continuo sem chegar a conclusão alguma. Sei do que gosto, ponto final. Sei que gosto de ler, de palavras, de letras, de palavras que soem bem, mesmo que não entenda o seu significado, sei que adoro ler uma frase e escrevê-la de outra forma para ver se consigo dizer o mesmo. Essa é a base do meu espírito e espero bem que nunca mude. Deixei de ter pena disso, deixei de querer gostar de números e de computadores, e de imagens, e de programas e tudo aquilo mais que faz parte da nossa realidade. Se existe algum lugarzinho perfeito no mundo para mim, com um grupinho de pessoas adoráveis e estimulantes, com um recurso didáctico incrível e com um rendimento confortável, espero um dia vir a encontrá-lo. Mas caso isso não aconteça, quero antes de tudo deixar de me lamentar. Quero deixar este pesar que pelos vistos partilho com a minha geração e deixá-lo perder-se no tempo da minha memória. Por isso mesmo decido hoje pegar o touro pelos cornos e voltar a ter a coragem para dizer aquilo que me vem à cabeça.
Hoje deixei de ligar a quem quer saber, quem não quer saber, quem encontra ou não encontra, se tem um typo ou falhou um espaço. Se estiver chateada estou, se estiver feliz, assim seguirei! O touro é meu, os cornos igualmente, por isso a quem me quiser “ouvir”, aqui estou eu! Uma cabecinha à deriva cheia de palhaçadas para partilhar!
sábado, 5 de julho de 2008
Episódios Matinais

Todas as manhãs se tornaram bastante normais e repetitivas. Acordo estremunhada e sem vontade de sair da cama. Meia cambaleante dirijo-me à cozinha onde já deixei o copo de leite preparado dentro do micro-ondas para não perder tempo de manhã e ponho a aquecer. Depois é só enfiar-me dentro da roupa, lavar os dentinhos e sair a correr porque normalmente já estou atrasada! Acontece que um dia destes levantei-me mais cedo, tomei o pequeno-almoço sentada na sala a ler o jornal como gente grande e saí a tempo, quinze minutos antes!! Orgulhosa e contente com tal feito, saí de casa, pus os phones enquanto descia as escadas e abri a porta do prédio, apenas para dar de caras com uma fila gigantesca de gente a apitar e a resmungar com um senhor bastante idoso dentro do seu Sr. Alfa Romeo 600 super (ou pelo menos foi isso que eu percebi quando me disse o modelo do carro enquanto ligava para o autoclube)!! A única certeza que tenho é que era lindo, vermelho, estofos novos, a reluzir com a luz do sol, era um carro brilhante, que respirava um ar de uma outra década e, infelizmente, com um prazo de validade ultrapassado já há muitas décadas... Enquanto me dava conta de tudo isto, apercebi-me também de que ninguém saía do carro para o ajudar, limitavam-se a apitar e a esbracejar dentro do carro. Até que uma senhora mito bem arranjada, dentro do seu belo fato engomadinho e nuns saltos altos bem afiados, abriu a porta e me disse: "Pode-me ajudar menina? É que parece que já não se fazem homens como antigamente!"
Ao que aqui a menina respondeu com uma ajuda imediata, plenamente estupefacta com esta resposta. Realmente, de tanto homem naquela fila, ninguém se voluntariou, desde o senhor no mercedes até ao rapaz do fiat, ninguém se mexeu, nem mesmo quando começámos a empurrar a dita antiguidade! É caso para dizer: a tradição já não é mesmo que era!...
domingo, 29 de junho de 2008
Línguas que fazem pensar
Eduardo Prado Coelho - in Público
A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem comoCavaco, Durão e Guterres.
Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós.
Nós como povo Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escolados filhos ....e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagarmenos impostos.
- Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
- Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram
lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os
esgotos.
- Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
- Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens
dizem que é muito chato ter que ler) e não há consciência nem memória
política, histórica nem económica.
- Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.
- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
- Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de
Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
- Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não.
Já basta.
Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.
Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS.
Nascidos aqui, não noutra parte...
Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror?
Aqui faz falta outra coisa.
E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados!
É muito bom ser português.
Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar.
Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos.
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e,
francamente, tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem,francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir)
que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.
AÍ ESTÁ.
NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
E você, o que pensa?.... MEDITE!
sábado, 7 de junho de 2008
A ironia da língua
Em Portugal temos uma classe de trabalhadores muito interessante chamado o "estagiário que, apesar de tudo, ganha muito conhecimento!" Ora, isto significa, para aqueles que não conhecem a expressão, o estagiário que vai para uma empresa trabalhar de graça, à borlix, grátis, sem ganhar népia, ser explorado valentemente e sem se poder queixar, pois no final ainda estará sujeito à avaliação dessas pessoas que, no final de contas, estão a ceder muito gentilmente os seus conhecimentos a estes seres relativamente inferiores!
Não sei se por esta altura já estão a compreender a minha indignação, mas a verdade é que isto é, de facto, uma palhaçada.
Esta classe de pessoas que representamos, nós, os estagiários, estes seres humildes que por aqui andamos, sujeita-se a estas coisas porque realmente não tem outra hipótese senão começar por aqui para tentar iniciar a compreender o mundo do trabalho onde é suposto começar a trabalhar dentro de uns meses. Para quem não sabe, nós, agora falando na qualidade de licenciados, somos enfiados durante anos numas aulas estranhas, em que muitos não sabemos o que andamos a aprender, umas aulas sem sentido, de copy paste dos slides, aulas em que os próprios professores não querem estar e esperam que saiamos perfeitamente adaptados ao mundo emprearial e que percebamos toda a dinâmica da empresa onde também é suposto arranjarmos emprego um mês depois. Contudo, a realidade que se nos apresenta é uma completamente diferente e bastante assustadora, em que tudo é complicado, tudo é difícil, tudo é mais estranho, uma vez que nunca vimos o interior de um escritório. Por isso, lá vamos nós, lançados nesta odisseia de escrever cv's, cartas de apresentação, imaginar e conceber numa carta tudo aquilo que gostaríamos de fazer como profissionais, fresquinhos, cheios de ideias e acabados de sair da faculdade. E ficamos à espera que nos chamem. Até que recebemos a chamada (ou o email) e nos chamam: "Queremos que venha estagiar connosco!" E é a felicidade, o alívio, o sentido de que ultrapassamos uma etapa!
Chegados então à primeira semana, começamos a ver que nem tudo são rosas e que não vamos para ali estagiar, vamos trabalhar. E aí apercebemo-os desta nova posição social do país: somos estagiários! Somos explorados, trabalhamos temos o dever de trabalhar como mais um funcionário e naquele dia em que nos dizem "É que o facto de poder estar aqui a trabalhar é representa uma oportunidade única, uma experiência, está aqui a ganhar conhecimento. É (clarooo!!) uma sorte!" É nesse dia que a verdade se revela e que começamos a reflectir...e foi aí que me lembrei..." ai a minha alegre ceifeira"...
É neste país extremamente civilizado, em que nem os nosso pais, que cresceram em plena ditadura, alguma vez trabalharam "à experiência e de graça", onde nos impingem estas coisas, e nós, alegres ignorantes, papamo-las!!
só um pensamento.....
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Feeling a bit tragic

We turn on the TV and there's sadness everywhere.
The House of Horrors in Austria.
Babies found frozen in the mother's freezer in Germany.
Tibet is on the brink of civil war.
And the Chinese keep on smiling.
Every morning I get out of the door and there they are, both blind and crippled and asking for money. Not asking, screaming for a quarter, reaching their hands to touch us.
It is not a pretty sight. But then again, I for one, still have one...
Everyone runs to get there on time. Although I can't quite precise where that "there" is. Everyone's waiting for the signal to turn green, and the others waiting for the bus to come. Everyone is waiting and running, and stressing, and honking their hornes to get ahead.
Did I mention I don't like that kind of noise?
It's dark here. Still don't know if I like it here.
Tired of waiting....
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