domingo, 29 de junho de 2008

Línguas que fazem pensar

Eduardo Prado Coelho - in Público

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem comoCavaco, Durão e Guterres.
Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.

O problema está em nós.
Nós como povo Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escolados filhos ....e para eles mesmos.

Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagarmenos impostos.

- Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
- Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram
lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os
esgotos.
- Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
- Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens
dizem que é muito chato ter que ler) e não há consciência nem memória
política, histórica nem económica.
- Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.

- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
- Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de
Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
- Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.

Não. Não. Não.
Já basta.

Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.
Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS.
Nascidos aqui, não noutra parte...
Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.

Qual é a alternativa?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror?
Aqui faz falta outra coisa.
E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados!
É muito bom ser português.
Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.

Nós temos que mudar.
Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos.

Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e,
francamente, tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem,francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir)
que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.

Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.

AÍ ESTÁ.
NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.

E você, o que pensa?.... MEDITE!


sábado, 7 de junho de 2008

A ironia da língua

Em Portugal temos uma classe de trabalhadores muito interessante chamado o "estagiário que, apesar de tudo, ganha muito conhecimento!" Ora, isto significa, para aqueles que não conhecem a expressão, o estagiário que vai para uma empresa trabalhar de graça, à borlix, grátis, sem ganhar népia, ser explorado valentemente e sem se poder queixar, pois no final ainda estará sujeito à avaliação dessas pessoas que, no final de contas, estão a ceder muito gentilmente os seus conhecimentos a estes seres relativamente inferiores!
Não sei se por esta altura já estão a compreender a minha indignação, mas a verdade é que isto é, de facto, uma palhaçada.
Esta classe de pessoas que representamos, nós, os estagiários, estes seres humildes que por aqui andamos, sujeita-se a estas coisas porque realmente não tem outra hipótese senão começar por aqui para tentar iniciar a compreender o mundo do trabalho onde é suposto começar a trabalhar dentro de uns meses. Para quem não sabe, nós, agora falando na qualidade de licenciados, somos enfiados durante anos numas aulas estranhas, em que muitos não sabemos o que andamos a aprender, umas aulas sem sentido, de copy paste dos slides, aulas em que os próprios professores não querem estar e esperam que saiamos perfeitamente adaptados ao mundo emprearial e que percebamos toda a dinâmica da empresa onde também é suposto arranjarmos emprego um mês depois. Contudo, a realidade que se nos apresenta é uma completamente diferente e bastante assustadora, em que tudo é complicado, tudo é difícil, tudo é mais estranho, uma vez que nunca vimos o interior de um escritório. Por isso, lá vamos nós, lançados nesta odisseia de escrever cv's, cartas de apresentação, imaginar e conceber numa carta tudo aquilo que gostaríamos de fazer como profissionais, fresquinhos, cheios de ideias e acabados de sair da faculdade. E ficamos à espera que nos chamem. Até que recebemos a chamada (ou o email) e nos chamam: "Queremos que venha estagiar connosco!" E é a felicidade, o alívio, o sentido de que ultrapassamos uma etapa!
Chegados então à primeira semana, começamos a ver que nem tudo são rosas e que não vamos para ali estagiar, vamos trabalhar. E aí apercebemo-os desta nova posição social do país: somos estagiários! Somos explorados, trabalhamos temos o dever de trabalhar como mais um funcionário e naquele dia em que nos dizem "É que o facto de poder estar aqui a trabalhar é representa uma oportunidade única, uma experiência, está aqui a ganhar conhecimento. É (clarooo!!) uma sorte!" É nesse dia que a verdade se revela e que começamos a reflectir...e foi aí que me lembrei..." ai a minha alegre ceifeira"...
É neste país extremamente civilizado, em que nem os nosso pais, que cresceram em plena ditadura, alguma vez trabalharam "à experiência e de graça", onde nos impingem estas coisas, e nós, alegres ignorantes, papamo-las!!
só um pensamento.....

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Feeling a bit tragic


We turn on the TV and there's sadness everywhere.
The House of Horrors in Austria.
Babies found frozen in the mother's freezer in Germany.
Tibet is on the brink of civil war.
And the Chinese keep on smiling.

Every morning I get out of the door and there they are, both blind and crippled and asking for money. Not asking, screaming for a quarter, reaching their hands to touch us.

It is not a pretty sight. But then again, I for one, still have one...

Everyone runs to get there on time. Although I can't quite precise where that "there" is. Everyone's waiting for the signal to turn green, and the others waiting for the bus to come. Everyone is waiting and running, and stressing, and honking their hornes to get ahead.


Did I mention I don't like that kind of noise?


It's dark here. Still don't know if I like it here.

Tired of waiting....

terça-feira, 29 de abril de 2008

Na Invicta


Estão a ver a rotunda, pois apresento-vos o meu caminho de todos os dias, ora atravessando com toda a pressa, ora com toda a calma do mundo, regressada de mais um dia de estágio. Ora tenho tempo para observar cada pormenor fantástico desse monumento, a ver o sol brilhar por entre os ramos de todas aquelas árvores, ora com a maior pressa, a rezar que esteja verde para passar sem parar quando chegar ao outro lado!
E este monumento de que falo, e de que até hoje não sabia o que era, é o monumento de homenagem aos heróis da Guerra Peninsular. A obra demorou 42 anos a ser finalizada, de 1909 a 1951, tendo contado com a participação do arquitecto Marques da Silva e dos escultores Alves de Sousa, Henrique Moreira e Sousa Caldas. E foi preciso passar lá ao lado, de frente, vendo cada dia todos os diferentes ângulos para finalmente ficar tentada a descobrir o que era. Fiquei surpreendida com o pormenor da escultura, com a expressão latente de sofrimento, com tal grandeza, mesmo aqui ao lado, testemunho das nossas artes que tantas vezes vamos procurar lá fora. Uma vez que fomos invadidos três vezes pelas tropas napoleónicas, e que das três, o Porto foi sempre atacado, é de recordar o esforço destes heróis esquecidos.
"Nessa época angustiosa, a guerra chegou ao Porto e o povo portuense, sacrificado de início, lutou com brio, até alcançar a vitória sobre o inimigo invasor. É esse sacrifício e essa vitória que o monumento nos transmite. O sacrifício, mostra-o as esculturas alusivas à tragédia da PONTE DAS BARCAS em que uma mãe chorosa, prestes a ser engolida pelas águas do rio, leva ao colo, um filho de olhar aterrorizado. O esforço da movimentação da artilharia, a participação dos populares na luta, e a valentia com que se bateram as nossas tropas , irradiam das figuras dos lados e da frente do monumento.
O elemento feminino sobressai desse conjunto: é a mulher que se afoga, é aquela outra que se esforça a puxar o canhão, é a valentia que empunha a bandeira e vai em frente para a luta.
No cimo da coluna, aparece a vitória do Patriotismo português, sobre a Águia do Império Napoleónico. Este monumento, com estatuária de bronze, foi construído com muita lentidão. Erguido o pedestal de pedra, levou muitos anos a compor o monumento."

E pronto, aqui fica uma informaçãozeca, so para não dizer que não dou notícias:)

até breve...

terça-feira, 25 de março de 2008

Linguagem musical que encanta

Tenho orgulho em poder dizer-vos que viajei no passado dia 19 de Março, até Lisboa, ao Pavilhão Atlântico, para assistir ao concerto da fantástica ALICIA KEYSSSS!!!!!!!(prenda de anos da minha mana, thanks!)
Não há muito que se possa dizer do que já não se sabe dela, uma vez que não há discórdia quanto ao mérito que tem. Mas poder vê-la ao vivo e a cores, é toda uma experiência que todos deveriam poder partilhar. É uma artista capaz de iluminar o palco apenas com a sua presença, e de encher o coração dos milhares de pessoas para quem actua simplesmente pelo poder e energia positiva com que canta. É impossível não estar ali e sentir um verdadeiro momento de felicidade, ela não o permite! A força com que canta, e a felicidade que consegue passar para o público é contagiante, faz-nos capaz de sentir aquilo que sente quando canta. É simplesmente inagualável:)
Cantou duas horas, quase seguidas, passando facilmente duma balada comovente para a música mais animada, sem, no entanto, quebrar a magia e "fluidez" do concerto.Uma voz que supera o som do CD, o tom certo, o ritmo perfeito e o sentimento que faz arrepiar, algo verdadeiramente difícil de encontrar num artista. Quanto a mim, provou o seu valor, e proporcionou-me um dos momentos mais mágicos da minha vida. Aliás, saí de lá com a certeza de que toda a gente deveria ir a um concerto de vez em quando, faz bem, faz vibrar, faz sentir! Milhares de pessoas, ou centenas, ou dezenas, seja qual for o número, é dos poucos momentos em que o ser humano se junta num sentimento comum. E é muito agradável de ver, apreciar, assistir a tal espectáculo.
Em suma, valeu a pena!!!!
Deixo-vos com a minha favorita, que como não podia deixa de ser, é uma das dela, a qual costuma deixar para o fim, como foi o caso do nosso concerto. Um final em grande...

sexta-feira, 14 de março de 2008

Loucura


Eu sei que tenho problemas, toda a gente tem problemas, todos nós andamos sempre com um peso às costas, "cada qual com a sua cruz", já dizia a minha avó! Contudo, eu creio concentrar em mim diversas e variadas "loucuras", ou pelo menos, como eu gosto de lhes chamar, pequenas paranóias ou "pancas" se formos mais informais. Não, não penso estar já naquele estado avançado de puro delírio e em estado de perigo para mim mesma ou para os outros, mas sinto que estou naquele estado em que aprecio a minha própria loucura, em que dou valor às minhas pancas, em que me sinto uma pessoa mais feliz por poder cultivá-las sem pensar no que outros poderãopensar. Sou meia maluca e gosto de ser maluca! Vêem, até me soube bem escrevê-lo, e admito, disse-o em voz alta!

Claro que isto lá no 124 ou no seio de amizades tão, tão... particulares como as minhas queridas amigas e familiares e namorado, não são nada, mas ainda assim, é bom pder partilhar tal confidencialidade na webbb! Adoro cantar, ainda que pareça uma cana rachada quando o faço, ou seja, gosto de gritar e fingir que canto ópera! Adoro dançar no carro e chateá-lo quando o faço. Adoro fazer caretas ao espelho. E muitas outras que ainda não sinto à vontade para partilhar... Por isso, há já uns dias que ando a matutar num vício meu. Normalmente gosto de pegar em livros e abri-los ao acaso para ver se gosto de alguma passagem que depois possa adicionar ao meu livrito, o qual penso um dia poder gravar num quadro. Mas até lá, confesso que me rendi às tecnologias, e costumo apontar no meu tmv, visto que quando vou a sítos com livros, gosto de ir sem carteira para não me sentir tentada. Sim, sim, já sei que também não ia ter muito para gastar, mas ainda assim, gosto de ter algum para lanchar!

Portanto, esta é a citação que me anda a moer o juízo há já alguns dias:


"Para tornar a realidade suportável, tods temos de cultivar em nós pequenas loucuras." por Marcel Proust. Ora, para quem gosta de citações, podem visitar ali


Mas para quem gosta ainda mais do tema da loucura, aqui ficam algumas noções deste "estado" ou "condição", pode ser que alguns se revejam nelas!


"A loucura ou insânia é tradicionalmente um certo comportamento que adentra uma zona de perigo, uma região em que o indivíduo arrisca a si mesmo e aos outros. Esta "região" está geralmente ligada a tabus sociais, como o da autoridade paterna, por exemplo. (...) Segundo a psicologia é uma condição da mente humana caracterizada por pensamentos considerados "anormais" pela sociedade. É resultado de doença mental, quando não é classificada como a própria doença. A verdadeira constatação da insanidade mental de um indivíduo só pode ser feita por especialistas em psicopatologia." in wikipedia (bem, ainda bem que tenho várias amigas nessa área...se bem que, lembram-se daquilo das amizades particulares?hehehehe crazyyyyy)


"A Inquisição reconhecia a loucura como uma doença que afetava diretamente os “miolos”, os inquisidores não afirmavam que se tratava exclusivamente de heresia. Este parecer não diferia muito do conceito popular com respeito aos doidos, nem tão pouco dos médicos que nesta época praticamente desconheciam doenças mentais."


"Observamos, desta forma, que os autores da década de 1830 e 1840 possuíam uma definição de loucura muito semelhante à de Pinel, que postulou que na loucura a razão havia perdido seu rumo." in here
E então, did you lose your mind around here?:)

Dando à língua por outras paragens


Chegados ao fim duma etapa tão importante, é difícil não ficar a pensar aonde é que esta vida, que nos uniu nos últimos quatro anos, que nos forçou a uma convivência constante e nos transformou, nos levará a partir de agora. O caminho é incerto, mas espero que alguns de nós se mantenham visíveis por entre a folhagem. Não vos quero perder no escuro. Não quero que nenhum se quebre, mas admito que muitos não verei, nem terei pena de não ver pelo meu trilho. Contudo, e porque uma rapariga não é de ferro, há aqueles poucos, a quem antes via tantos dias, com que ia tomar café, lanchar, com que me sentava naquelas cadeiras à espera de ver passar as horas, com quem sonhava sobre o que seríamos quando já não estivéssemos aqui, aqueles poucos de quem agora sinto falta. Por isso agora vos dou muito mais valor, aprecio mais os vossos defeitos e admiro as vossas virtudes, e por isso também quando vejo esta fotografia, penso em vocês, e em como partilhamos este momento, agora, esta era, este espaço no tempo em que tudo muda para nós, e espero que tenhamos crescido em conjunto, e espero que nenhum dos vossos ramos se quebre. Que a luz consiga sempre chegar até às vossas folhas, mas que haja sempre sombra para vos dar ânimo. Que as vossas raízes se fixem ainda mais fundo, sempre rodeadas daqueles de quem mais necessitam.

Olho para esta fotografia e penso em vocês, e vejo-vos, a cada um, a escolher um trilho, e a torná-lo no vosso próprio caminho. E tudo o que posso pedir é que cada um de nós se possa encontrar a si mesmo e aos que mais quer no fim do caminho! Boa sorte.